A Alegoria Do Desejo

Ana Santé

Ana Santé

Em um contexto de paixão e mistério, um estado de tensão se instala em duas épocas distintas. No primeiro momento, a trama se desenrola na cidade do Rio de Janeiro, no final do século XIX. No seio da aristocracia carioca, as cenas imprimem aos elementos um espectro de tradição e rigidez. Porém a protagonista se depara internamente com os próprios valores em desagregação, ao mesmo tempo em que se vê em contato com um enigma que a cerca... Na sequência, no Período Entreguerras, diante de uma inexplicável ruptura, um segredo se consolida na Europa. O retorno de personagens para o Brasil e uma inusitada viagem para Petrópolis irão favorecer um clima de extrema volúpia, numa busca incessante por amor e prazer. Todavia, algo extraordinário poderia trazer a verdade à tona, colocando em risco aquele ciclo efervescente de desejo e mistério...

No que concerne à narrativa, os elementos repousam em uma cápsula psicológica onde a introspecção e o “silêncio” envolvem o leitor completamente. A trama, por sua vez, evolui em torno dos melindres da alma feminina, em suas implicações íntimas e sociais. Esta é uma alegoria pós-moderna. Trata-se de um romance filosófico, rico em estética e significação. Seu ousado conteúdo dialoga diretamente com os dilemas da atualidade.

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