Não sei se existe um tempo para desistir de esperar alguém que partiu tão cedo da minha vida, mas nunca saiu das minhas emoções. Porque no momento em que eu o avistei pela primeira vez, vi bem nítido nos olhos dele o brilho da felicidade e um convite para festejar a vida e a partir daquele dia todos os meus instantes foram intensamente fascinantes. Foi após a Primeira Guerra Mundial, enquanto a Europa vivia o dilema de somar seus mortos e feridos, que nos arredores de Paris acontecia uma grande história de amor, onde o meu coração e o de Alexandre batiam no mesmo ritmo, como uma orquestra que ensaiava desde os primeiros segundos da vida. Eu estava em festa e os acontecimentos eram vividos como se tudo fosse um eterno instante.Eu sentia que ele era a minha alegria. A página de amor que o destino havia escrito na minha alma e que me fazia perceber que ao lado dele era a melhor forma de começar e terminar todos os dias da existência, já que nosso amor existia para durar uma vida inteira. E a certeza disso era que as palavras nem sempre eram capazes de expressar todos os sentimentos que um tinha pelo outro, porém o que faltava era preenchido com sorrisos e gestos de afetos. Porque, tudo o que nos unia não dependia do tempo nem do lugar, era algo que vinha de dentro para fora, que surgia no instante quando um olhava para o outro. Alexandre era o conteúdo dos meus sonhos e a força que guiava meus passos sobre a terra.
“Catherine”.
