Este é um romance que nos transporta até aos campos da lezíria do Tejo, onde a espreitar Lisboa, se vive o passador dos dias numa dinâmica muito própria e completamente diferente da citadina. Trata-se de uma história de amor que paralelamente nos surpreende com reflexões sobre a forma como os jovens adultos de hoje perspetivam a sua vida, o seu projeto de vida e o futuro. A democratização do ensino abriu as portas à ascensão e mobilidade social. Mas o que fizeram os filhos dessa democratização com a escolaridade que lhes foi proporcionada? Será que todos os que tiveram a oportunidade de sucesso querem essas carreiras de topo? Que dúvidas assolam esta geração que agora conta com trinta, quarenta anos? Esta é uma leitura descontraída e descomprometida, leve, de linguagem corrida e local, sem pretensões de reflexão profunda, apenas e só um levantar de questões.
