Francisco Nunes faz parte da geração das famílias numerosas, em que nem todos podiam estudar e em que muitos se viram forçados a abandonar o país na procura de uma vida melhor. O serviço militar levou-o até África onde viria a enfrentar, na guerra colonial, os seus maiores sacrifícios físicos e mentais. Na Rodésia teve a oportunidade de assistir aos melhores resultados da sua capacidade de trabalho, algo que no entanto se viu obrigado a auto-destruir na sequência dos processos de descolonização.

Após um regresso indescritível a Portugal fez valer a sua perseverança e determinação para lidar com múltiplos obstáculos e contrariedades que, todavia, não o impediram de atingir os seus objectivos.

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