Felipe Farias, 51 anos, é jornalista há trinta. Porém, há bem mais bem – “como se diz na minha terra, desde que me entendo por gente” – escreve, ou, como prefere, põe ideias em folhas de papel em branco. Aliás, o verbo aí faz a memória remeter a um dos autores da infância, Edgar Allan, a quem a reunião de contos apaixonou pelo tom sombrio e pelo envolvimento que propiciava.

Do também alagoano Graciliano Ramos ficou a referência pela prosa direta, “sem proseado”.

Mas, foi a máquina de escrever portátil dada pelo pai o que atribui como mais que uma motivação, uma designação, para esse ofício. De instrumento de trabalho, de quando atuou como correspondente, num tempo em que não havia notebooks, a máquina – que ainda usa – tornou-se um elemento na simbiose de criar uma estória.

“Acho que escrevo mais para preencher uma folha do que por ter realmente boas coisas para dizer”, brinca.

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