Joaquim Adélio da Cunha e Castro, 58 anos, casado, pai de duas filhas, advogado.

                Nasceu, cresceu e viveu toda a vida no coração do vale do Ave, na sua Vila das Aves, peninsulada pelas margens dos rios Ave e Vizela.

                Para alcançar o seu sonho de menino, foi Serralheiro, Fotógrafo, Operador de câmara, Professor e, finalmente, Advogado.

                Tem uma actividade cívica poliamorosa, vivendo, desde quase sempre,  em união de facto com o Jornal EntreMargens, pinga amores pela Escola da Ponte, namorou mais de uma década e meia com o Lar Familiar da Tranquilidade, e manteve uma amizade muito colorida com o Movimento Associativo de Pais.

                Leitor sôfrego, deslumbrado pela literatura, desde sempre considerou a escrita com um múnus de génios arraçados de semi-deuses, que brilham num olimpo, muito acima do seu talento.

                Num dia em que, muito provavelmente se esqueceu de tomar a medicação, o seu amigo Américo Luis, intimou-o a cronicar no Jornal EntreMargens. A curiosidade, e uma, ou duas, pronto, três pitadas de vaidade, convenceram-no que umas croniquetas não trariam mal de relevo ao mundo e que até poderiam, quem sabe, ajudar a resolver as insónias de alguns leitores.

 

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