Beatriz Dourado nasceu em São Paulo, ao signo de libra, embora só acredite em horóscopo quando lhe convém. Aos treze anos fez um blog e passou a escrever poesias. Com dezessete, iniciou a formação em jornalismo, para que, aos vinte e seis, desistisse de (quase) tudo e mudasse de país para cursar Artes Plásticas. Paralelo aos papéis que a rotulam, teve crushs, casou, engravidou e pariu. Transformou tudo em letras, para entender melhor aquilo que a academia não ensina. De menina à mulher, os seus escritos, hoje aqui reunidos, foram cobertos por uma lona dourada, como seu sobrenome - e circense, só para não esquecer que é ali, debaixo da lona, que os seres humanos oferecem a própria vida em forma de espetáculo, em um ato tão corajoso e poético quanto cômico e falível.

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