Maria Clara é uma alentejana de horizontes amplos e de um coração que parece sempre à espera, sempre à escuta, os olhos a percorrer tudo como quem procura alguma coisa (ou quem já desistiu de a encontrar). 

Formou-se em letras e, mais tarde, em ciências sociais — títulos que, se formos francos, lhe ficam como adorno, porque o essencial, há muito ela o sabe: as palavras. A sua escrita, intensa e inquieta, cava fundo, como quem procura na linguagem o que nunca foi dito. 

E lemos a sua obra como quem ouve uma história que fala de todos nós, porque ela, ao escrever, nos entrega o que de humano se agarra e se deixa pelo caminho, aquilo que se perde e o pouco que, talvez, se salve. 

Nas páginas que nos oferece, Maria Clara traz aquilo que sobra da humanidade — o que tentamos esconder, o que não sabemos onde guardar e o que, no final, não entendemos, mas seguimos carregando.

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