O autor tem deficiência motora, de causa rara, que é uma malformação bilateral do encéfalo, chamada esquizencefalia descoberta aos 33 anos numa ressonância magnética, tendo até então o diagnóstico errado de paralisia cerebral. 

Frequentou o ensino normal, sendo o melhor aluno da escola preparatória no actual 6º ano, mas não está no quadro de honra que só começou a existir anos mais tarde. Licenciou-se em publicidade e marketing e foi funcionário público durante oito anos. 

Teria gostado de trabalhar numa agência de publicidade como copywriter (redactor) e idealizador de anúncios, bem como numa televisão a editar vídeos, realizador, por ter aprendido um pouco sobre audiovisuais no curso. 

Isso levou-o a realizar uma iniciativa financiada pelo ordenado ganho naqueles anos de emprego.

É composta por esta obra que é a parte em que os alunos da academia de polícia se formam (ou não!) em agentes secretos, que trabalham como mostra na curta-metragem fotográfica internacional, a qual precisaria de ser divulgada pela TV e tudo se concluía com a exibição de uma campanha de sensibilização sobre a deficiência em outdoor conforme apresenta na ilustração no final deste livro com uma pessoa real sentada na cadeira-de-rodas elevada no cartaz.

A comunicação social não lhe deu atenção desde 2004, para fazer uma reportagem sobre mais um deficiente singular, divulgando o que tinha feito e pretendia executar, podendo ser uma forma de mudança de emprego. 

Visto depender da atenção dela, que não aconteceu, a sua vida pessoal, social e profissional complicou-se, interrompeu-se e terminou, repercutindo-se na saúde...

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