António Da Silva Magalhães

ANTÓNIO DA SILVA MAGALHÃES nasceu na freguesia de Carvalhosa (oficialmente Banho e Carvalhos), do concelho do Marco de Canaveses, em 29/11/937.

É casado, tem dois filhos (um casal) e seis netos (três casais) .Reside em Vila Nova de Gaia e em Vila Meã, no concelho de Amarante.

Teve como última profissão Coordenador de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, encontrando-se actualmente na situação de aposentado.

Iniciou o ensino básico oficial num salão graciosamente cedido pela família Geraldes da Casa de Regoufe. Nos “baixos” deste salão “habitavam” alguns animais domésticos e arrecadavam-se alfaias agrícolas. Estreou a actual escola primária de Regoufe, construída aquando da grande “fornada” do Estado Novo da década de 1940. Aos 10 anos concluiu o ensino primário com distinção.

Dadas as dificuldades económicas e a falta de estabelecimentos do ensino secundário de então nas imediações, foi forçado a “hibernar” intelectualmente até ser chamado a prestar serviço militar obrigatório. Facilmente integrado nesta nova situação, foi seleccionado para a especialidade de transmissões de Artilharia, classificando-se em primeiro lugar. Por proposta do oficial responsável pela formação geral militar, frequentou a escola de cabos, obtendo o terceiro lugar na classificação a nível de Regimento.

Num tempo em que o analfabetismo em Portugal era elevadíssimo, foi nomeado monitor das aulas regimentais e, simultaneamente, na instrução militar. O seu desempenho foi elogiado por escrito pelo Comandante da Unidade Militar.

Concluído o serviço militar, concorreu e foi alistado na Polícia de Segurança Pública, prestando serviço em vários sectores dos Comandos de Lisboa e do Porto.

Entretanto foi estudante-trabalhador, com todas as dificuldades que naquele tempo eram criadas, até artificialmente. Obtidas as necessárias habilitações literárias, candidatou-se ao quadro de investigação criminal da P.J.. Demitiu-se da P.S.P. e tomou posse de agente-auxiliar (agora inspector-estagiário) em 27/7/967, na então Directoria do Porto.

Fez o Curso de Preparação na designada Escola Prática de Ciências Criminais, em Lisboa, tendo sido o único aluno que obteve a classificação final de MUITO BOM.

Regressado ao Porto, iniciou a sua actividade profissional na investigação dos crimes de homicídio, para depois passar por outras investigações dos mais diversos tipos de crime. Frequentou voluntariamente todos os cursos de formação e especialização que eram ministrados na P.J.. Participou em vários seminários, palestras, colóquios, conferências, e tudo aquilo que o pudesse enriquecer profissionalmente. Adquiriu um grande fascínio pelo Direito Penal, Direito Processual Penal e pela Medicina Legal.

Atingidos o tempo e a classificação de serviço necessários para concorrer à categoria de Subinspector (hoje Inspector-Chefe), causou grande estranheza não o ter feito, tanto por parte dos colegas como dos próprios superiores hierárquicos. Dizia ele que era preferível ser um bom agente a um mediano chefe. A diferença de vencimento também não era relevante para quem sempre dizia que nunca sabia quanto ganhava; o que os outros ganhassem também ele auferiria; o gosto pela profissão sobrepunha-se ao interesse económico. Soube-se também mais tarde que existia algum receio da eventual reprovação, palavra que ele não suportava e não imaginava algum dia ter de “digerir”.

Na segunda abertura de concurso, impulsionado pelos seus pares e pela própria hierarquia, decidiu-se pela candidatura. Foi classificado nos primeiros lugares. Na frequência do Curso de

Formação que se seguiu ao concurso, foi um dos únicos dois classificados de MUITO BOM. De realçar que nesse curso houve cerca de 50% de reprovações.

De novo desafiado por alguns dos colegas que o acompanharam neste etapa, e mais confiante e encorajado, chegado o momento das condições criadas para aceder à carreira seguinte, candidata-se ao concurso interno para a frequência do Curso de Formação de Inspectores (hoje com a designação de Coordenadores), a funcionar no Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais. Das dezenas de candidatos a nível nacional, apenas quatro foram aprovados. António Magalhães foi um deles, com a melhor classificação. No final do curso ficou em segundo lugar.

Ao longo da sua carreira teve oportunidade de conhecer todos os departamentos da P.J. no Continente e dos Açores. Chefiou um Departamento Regional com sucesso reconhecido interna e exteriormente. Fez parte de vários júris de concurso de ingresso e acesso na Polícia Judiciária.

Apesar de uma vida profissional inteiramente preenchida, nunca menosprezou o exercício físico: praticou ginástica, atletismo, judo e karaté.

Terminada a actividade profissional, também não parou. Manteve o exercício físico na prática do yoga e da natação. Inscreveu-se em cursos de inglês e de informática, alguns dos quais a expensas suas e outros da responsabilidade de instituições de apoio à 3ª idade. Durante 12 anos estudou música em várias escolas, com aulas teóricas e práticas. Foi assim que aprendeu a tocar flauta, cavaquinho e órgão electrónico. Ainda fez uma incursão numa academia de dança, que teve de abandonar por circunstâncias alheias à sua vontade.

Toca no Grupo de Cavaquinhos de Vila Meã e faz parte da Tuna Musical da Universidade Sénior de Amarante – Pólo de Vila Meã – da qual é aluno. Recentemente liderou um grupo de ex-alunos na homenagem ao professor Abel Clemente Pinheiro, natural de Amarante, com a inauguração do seu busto no centro de Carvalhosa. A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal do Marco de Canaveses colaboraram, na medida do possível, no custeamento das despesas.

A cerimónia, muito concorrida, foi presidida pelo Presidente da C.M.M.C., Dr. Manuel Moreira, e teve também a presença do também Presidente da C.M.A., Dr. Armindo Abreu, bem como dos presidentes das quatro juntas de freguesia circunvizinhas. O autor deste trabalho estuda auto-didactamente várias línguas, o que lhe permite, no mínimo, cumprimentar as pessoas em sete diferentes idiomas, durante as três viagens que costuma fazer anualmente ao estrangeiro.

Visitou diversos países europeus e alguns africanos e asiáticos. Discorda do acordo ortográfico, razão pela qual o desrespeita.

Conhecida assim uma síntese da sua vida pessoal e profissional, compreender-se- á melhor a decisão, influenciada pelos seus netos, especialmente pela Carolina – estudante em Londres – de elaborar aquilo a que resolveu chamar DICIONÁRIO RURAL DURIENSE.

Obrigado pela sua visita

Antes de nos deixar, subscreva a nossa newsletter e fique sempre informado sobre os nossos livros.