António Pinto


Nascido há 55 anos de parto eutócico nas margens do Mondego, lá pr’os lados do Penedo da Saudade, foi em Coimbra que brincou aos cobóis e papou os clássicos. Derivado à sede que o apoquentava, esgotou com método barris de loiras em noites de intenso estudo. Resultado: canudo em Medicina. Um temperamento audaz, quiçá aventureiro, fizeram-no descer a imensa distância de 200 km para conhecer as gajas boas de Lisboa e ouvir o fado. Aqui se mantém, hirto e digno, praticando o seu mister e escrevendo nas horas vagas pequenas estórias do quotidiano. Dois filhos, ainda jovens, que dizem bué da fixe e não compreende, encanzinam-lhe a vida. Continua a gostar de livros e de cerveja, cerveja à pressão gelada de preferência. Às vezes fica surpreendido, quando põe as mãos nos bolsos e encontra o berlinde perdido dos jogos de infância. Só lamenta já não ter o corpinho de outrora e a falta de tempo pr’a fazer mais asneiras.

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