Dulce Ramires

 Dulce Ramires nasceu a 7 de Maio de 1947, na aldeia de Vila Nova das Patas, Concelho de Mirandela, onde vive atualmente. Em 1964 viajou, com a sua família para Lourenço Marques, onde viveu 12 anos. Aí casou e teve a sua primeira filha. Trabalhou no Grémio dos Industriais Gráficos da Província de Moçambique; na Administração do Concelho de Lourenço Marques; e na Câmara Municipal da Matola. Regressou a Portugal em 1976, depois da Independência de Moçambique, deixando para trás todo um trabalho de doze anos e parte da sua identidade. Trouxe consigo a experiência, valor que ninguém nos tira...E foi com essa experiência que, devagar, devagarinho, foi ultrapassando cada pedra que se atravessava no seu caminho. Portugal vivia, nessa altura, um período muito conturbado; e por isso não foi fácil começar tudo de novo. Mas o tempo, a persistência e uma boa dose de boa vontade, lá foram colocando tudo nos seus lugares. O gosto pela escrita, levou a Dulce, nesta fase da sua vida a pôr em prática algo que já vinha escrevendo e deixando aqui e ali... Escreveu o seu primeiro livro que dedicou à sua mãe, onde faz, também uma grande reflexão sobre a família e os idosos, e tem como título "É para Ti, Mae". Escreveu o seu segundo livro "Mergulhar na Poesia da Vida"; um livro muito profundo e muito intenso onde, nos faz mergulhar a todos, pela forma poética como descreve tudo quando diz e sente. E agora "Memórias de África", que só pela emoção e fluidez com que o escreve, nos prende e nos puxa ao mesmo tempo. Para quem gosta de ler é um livro para se ler numa tarde, com muito prazer.Viajando no tempo e no espaço, a Dulce conta-nos histórias de encantar; com tal clareza, emoção e autenticidade; que nos convida, também a viajar consigo. Estas histórias, vividas, sentidas e até sofridas, estiveram aninhadas no mais íntimo de si durante muitos anos, sem o mínimo de intenção de as relembrar e muito menos de as escrever. Como defesa, talvez para não sofrer... Mas um dia, conversando com alguém que não conhecendo África, mostrava por esta terra, um fascínio quase tão grande como quem lá esteve; e mostrando um desejo puro e são de conhecer por conhecer, sem qualquer sentido crítico, suscitou na Dulce quase uma necessidade de abrir a caixinha das suas memórias; e contar-lhe, as suas histórias; na primeira pessoa e com toda a verdade que lhe vai na alma. Ligadas entre si, por um fio condutor quase inequebrável, estas histórias levam o leitor até ao fim, sem dar por isso; tornando este livro de fácil e muito agradável leitura.  

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