Eduardo Batista
Os meus pais, beirões escorreitos de alma e coração, cedo me ensinaram a enfrentar os desaires da vida com coragem e frontalidade, contudo, sou um homem sereno, sem arroubos descomedidos encarando a malevolência como flagelo contemptível. E a disciplina, imposta na educação moral e cívica, não foram nunca descorados, nem o carinho esquecido. É herança que não se paga com o ouro de todo o mundo. Obrigado!
A paixão pela natureza levou-me a visitar lugares remotos e de difícil acesso onde poucos se aventuraram, mas, sem dúvida, de beleza ímpar, impressivos e inesquecíveis. Quando decidi escrever o que o Alfredo Dobreiro contou, referido no intróito, vivi o encanto e os perfumes inebriantes que envolvem esses lugares sagrados – o Paraíso.
Dar a conhecer aos leitores os mistérios e a espetacularbeleza que a natureza guarda, é um prazer para o escritor, todavia, os desacertos cometidos pelo homem também devem ser contados – e lembrados!
Para recordar aqueles que sulcaram mares trevosos, desbravaram e amanharam terras com suor e lágrimas na companhia de Deus e do Diabo e de tantos outros, artífices de toda a gama, levanto este pequeno monumento consagrado ao PIONEIRO DESCONHECIDO.