Fernando Gomes

 Fernando Gomes é uma referência não apenas no país onde nasceu, a Guiné-Bissau, como em todo o continente africano, pela defesa intransigente dos direitos humanos e dos valores democráticos.É advogado e doutorou-se em direito internacional.Foi fundador e presidente da Liga Guineense dos Diretos Humanos, do Fórum das ONG´s dos Direitos Homem e da Criança dos PALOP e do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento da Guiné-Bissau.Entre 1991 e 1992, foi o promotor e coordenador da Campanha Nacional de Luta pela Abolição da Pena de Morte na Guiné-Bissau, organizada pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.Em 1992, foi um dos fundadores da União Interafricana dos Direitos Humanos, tendo sido eleito seu Vice-Presidente, em 1995.Em 1996, foi laureado com o Prémio Internacional dos Direitos Humanos de Espanha.Em 1997, foi eleito Vice-Presidente da Federação Internacional dos Direitos Humanos.Em 1998, foi representante dos defensores dos direitos humanos do Continente Africano no Comité de Pilotagem da Conferência Mundial dos Direitos humanos em Paris.No campo político, de 2004 e 2008, foi Deputado da Assembleia Nacional Popular da Guiné Bissau.De 2008 a 2011, foi Ministro da Função Pública, Trabalho e Modernização do Estado, pertencendo-lhe a coordenação política da reforma da administração pública da Guiné-Bissau, pioneira, em África, da concretização de ações tão emblemáticas como o recenseamento biométrico de todos os trabalhadores, a erradicação do analfabetismo e o início de um programa de redimensionamento da administração pública, através do reforço do setor privado para receber os excedentes administrativos.De 2011 a 2012, foi Ministro do Interior da Guiné Bissau.Ao longo da sua vida sempre defendeu não apenas os valores universais da liberdade, mas a própria vida humana, o que o tornou um alvo de permanentes perseguições por parte do poder político, tendo sofrido por diversas vezes a dureza da prisão e da tortura. Continua ligado à defesa dos direitos humanos. É membro honorário da APAR – Associação Portuguesa dos Amigos dos Reclusos e Presidente Honorário quer da Liga dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, que criou, quer do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento da Guiné-Bissau, que igualmente lançou.

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