Gil Pereira

Gil Pereira nasceu em 1952 numa das aldeias fronteiriças da Cova da Beira, onde, absorvido por usos e costumes quase medievais, assistiu ao salto para França de mão de obra miseravelmente explorada, enquanto dividia o fatigante trabalho de campo com os estudos.

Estagiou em enfermagem no Hospital Militar em Lisboa, em 1973, onde conheceu o Tenente João Castro em fisioterapia, ferido na Guiné.

Integrou a Cª. Caç. 4246/73, com destino a Angola, comandada pelo Luso-dinamarquês, Christian Bastos Andersen que soube mobilizar os seus homens para dias gloriosos na revolta militar do 25 de Abril de 1974.

Viveu de perto, durante três meses, com usos e costumes do povo Bunda, o mais tribal de Angola, e regressou, com a sua Companhia a Luanda, onde se registaram os mais horrendos massacres de gente branca e negra, em que os idosos angolanos queriam ansiosamente viver mais uns dias para assistirem à independência de Angola, em contraste com a desgraça e tristeza dos brancos abandonados pelos políticos portugueses.

Após a guerra, integrou um órgão de polícia criminal, como inspector, durante 30 anos.

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