Graça de Sousa

Graça de Sousa, com dupla nacionalidade, angolana e portuguesa, nasceu em Sá da Bandeira, actual Lubango, Angola, em 1946, descendente de família que aí se radicou a partir do século dezanove. Permaneceu nesse país, com o marido e três filhos até 1983, estadia interrompida por razões de saúde de um dos filhos. Regressou em 1991, para ali se manter até 1995, e a partir de 2015 repartiu a vida entre Angola e Portugal. Pegadas na Areia é o terceiro livro de sua autoria. O primeiro livro foi “Bandeira a meia haste”, assinado sob o pseudónimo Suzana Benje, que teve como lugar Angola do antes e do após independência, até 1992. Segundo a autora, ele funcionou como o desabafo necessário para poder tentar outros voos no âmbito da ficção. O segundo livro, “A valsinha”, é um livro de contos em que o palco é o Algarve, nomeadamente Portimão. No livro “Pegadas na areia”, Graça de Sousa regressa às origens. Os três livros foram precedidos por algumas crónicas e contos publicados na imprensa angolana e na regional portuguesa. “Pegadas na areia” não é uma autobiografia, mas um romance que evoca pessoas e acontecimentos reais. A riqueza dos personagens prende-nos no acompanhamento de toda a narrativa, mas o tema central da obra é Angola. Sem pretensões académicas, é feito um levantamento e apreciação deste país nas suas várias dimensões: história, sociedade, economia, geografia e política. A leitura do livro permite acompanhar o período mais duro da colonização com a referência ao trabalho forçado, o período entre o início da luta armada pela independência e o 25 de Abril, o período de transição para a independência, o período da independência abarcando a fase da guerra civil e a fase actual depois do calar das armas. São abordados com frontalidade e perspicácia os problemas que foram marcando a história de Angola e as vivências dos personagens ilustram bem os seus vários momentos. JC

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