Helena Garvão

Nascida no início dos anos 60, Helena Garvão assiste a acontecimentos como a ida do homem à lua, a morte de Salazar e o 25 de abril. Até aí fora uma menina como as outras, com os sonhos e a inocência própria da idade. Mas à beira da revolução dos cravos, é-lhe diagnosticada uma doença crónica que a empurra para um tratamento que ainda hoje a mantém viva. Ocupa as horas da hemodiálise lendo, conversando, rindo e sonhando. No entanto, em 1974, Helena Garvão entra também no Liceu Camões onde presencia com entusiasmo todo o período pós-revolucionário.

Apesar da doença, licencia-se aos 21 anos em Línguas e Literaturas, permitindo-lhe lecionar Português e Francês durante 30 anos no ensino secundário, reconhecendo aí a utilidade das lições dos seus mestres. Sempre ávida de saber e de liberdade, pouco depois dos 30 anos, decide prosseguir a vida pessoal e académica "sobre rodas", concluindo um mestrado em linguística em 1993 e um doutoramento em estudos literários em 2010.

É este enquadramento sociocultural que dá origem à obra semi-autobiográfica e semi-ficcional OS AMANTES IMPOSSÍVEIS, percorrida pelos temas mais caros à literatura e recorrentes na vida: a amizade, o amor, a doença, a morte, a liberdade, o sonho.

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