J.V. Castanho

Carioca nascido na Tijuca, aos cinco anos de idade mudou-se para o bairro de Higienópolis, na mesma cidade. A despeito de restrições financeiras da família, composta por pai, mãe, um irmão e duas irmãs, sua infância foi povoada de todas as coisas boas que um bairro de subúrbio proporcionava naquela saudosa época: muito verde, amigos compromissados apenas com a sinceridade no bom relacionamento, ausência de criminalidades, visitas de avós tios e primos nos fins de semana, com direito a café com bolo de milho, pasteis, sorvetes e refrigerantes.

Fazia parte das festas juninas: fogueira, fogos de artifício e balões; milho, batata doce e aipim assado e coberto com melado de cana. Nas férias escolares havia brincadeiras com pião, bolas de gude e futebol

Infelizmente, como a felicidade não é perene, muita vez os pais da namoradinha do momento mudavam-se, deixando-o vislumbrando o horizonte em busca do indescritível.

Com dezoito anos, não imaginava que a dedicação daquela linda menina, com treze anos apenas, viria ser sua musa inspiradora. Depois dos primeiros versos a ela dedicados e secretos, tentou aprender a fazer versos. Casado e com filhos, formou-se em engenharia elétrica para dar aos filhos a tranqüilidade financeira que tanto almejou na infância.

Como já observado, a felicidade não é duradoura: com mais de quarenta anos de união foi trocado por um outro, infinitamente superior, que convocou sua companheira para fazer parte da egrégora, não física, mas, de almas perfeitas. 

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