Luís Oliveira

Escorpiano com ascendente em Câncer. Mãe diz ter avistado uma frota de discos-voadores pairando diante da janela de seu apartamento durante a minha gestação e sua mãe me dizia que chegou a enfrentar lobisomem e viu boitatá na infância no interior de São Paulo. Sou carioca como mãe; pai é potiguar e homem da terra, granjeiro, queijeiro. Um herói verossímil, como nos gibis do Tex – o qual na adolescência levou meu interesse para o lado dos heróis mais pé-no-chão que os tradicionais do universo fantástico dos quadrinhos norte-americanos e explorando os quadrinhos italianos conheci Hugo Pratt e Milo Manara, sem também torcer o nariz para o cenário underground de algumas HQs como a MAD e a American Splendor. Inclusive, vejo a mim mesmo como um H. Pekar – roteirista da última. Bem, meu gosto literário seguiu essa tendência do Romantismo inclinado pro Realismo e Jack London, um dos meus favoritos, espelha bem isso. Daí passeei por Eça de Queirós, Machado de Assis, Henry David Thoreau, Oscar Wilde, Jack Kerouac, Hunter Thompson, Charles Bukowski e coisas mais, não fugindo muito disso, da forma como vejo. Pois é, já na linha da cabeça segui os passos da mãe, também da área de humanas, e gosto de estudar História e Literatura, particularmente tudo aquilo que diga respeito ao Realismo ao movimento Beat. Mas ainda curto trampar na terra. Tenho um canteiro e um gato. Acho terapêutico. Como escrever. Já fui professor de Inglês, mas hoje curto servir mesas e fazer pizzas caseiras. Vocês lerão sobre isso e mais. Nessas páginas vocês encontrarão uma seleção do escrito entre 2017 e 2020 – não em ordem cronológica – justamente quando conheci minhe amigue Nilo, a quem admiro como artista e pessoa. Acho oportuno ressaltar que escrevo para organizar melhor minhas impressões acerca do que se passa ao meu redor e comigo mesmo. Também ressalto que não tou nem aí pra norma-culta. Sei que o certo seria dizer “tampouco estou preocupado com a observação da norma-culta”, mas eu NÃO TOU NEM AÍ; pra mim o quê importa é que haja a comunicação de mensagens com o humor e a sobriedade que lhes embalam. Nessas páginas vocês depararão com o Bucólico, o Corriqueiro, o Ridículo, o Horror, a Alucinação, o Absurdo, A Revolta, o Amor, o Perdão... Quem sabe a gente não se esbarra nelas.

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