Maíra Santafé

Maíra nasceu  em Niterói, no Rio de Janeiro, em 23 de julho de 1980. É formada em Estilismo, pela Universidade Cândido Mendes, e pós-graduada em Carnaval e Cultura, pela Universidade Estácio de Sá. 

Cresceu ouvindo música, cantando, dançando e lendo muita poesia, garimpada na extensa biblioteca da mãe, jornalista, e nos guardados do pai, também escritor e poeta. Seus favoritos eram Paulo Leminski,  os sonetos de Vinícius de Moraes e os poemas do amigo da família Artur Gomes, passando por Drummond, Mário Quintana, Manuel Bandeira, Fernando Pessoa, Castro Alves. O gosto pela música é herança genética do vô Lord (Herval Santafé, o Lord Broa, nome de proa no carnaval de Campos), e do vô Paulo, dono de uma invejável coleção de vinil, reforçada pela influência do padrasto, apaixonado pela Mangueira.

Por vezes, sua poesia traz à  memória as cantigas de amigo. Maíra compõe poemas-cantigas ao modo dos velhos trovadores medievais, quando a narrativa poética era do ponto de vista feminino. A revolução de costumes, desde então, parece não ter afetado, em essência, o modo de sentir e amar das mulheres.

Compositora e cantora, lançou seu primeiro CD autoral, "Raiz de Samba", no Teatro Rival Petrobrás, em maio de 2011. Já fez participação em rodas de samba tradicionais como as do Candongueiro, Toca da Gambá e Coisas da Antiga, todas em Niterói, e também em casas famosas na Lapa (Rio de Janeiro) como o Teatro Odisséia, Centro Cultural Carioca, Carioca da Gema e Rio Scenarium.

Tendo a fotografia como hobby,  expôs em lugares como o AJB (Movimento Arte Jovem Brasileira) e a Galeria de Arte da UFF (Universidade Federal Fluminense). Fez parte do premiado Grupo de Teatro do Sintuff, dirigida pelo amigo e irmão de fé, Ricardo Romão.

 

Fatima Lacerda, jornalista

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