Manuel Simões

Desde os tempos de criança ficou vincada em minha memória a particularidade da minha Mãe (minha saudosa MÃE, para toda a eternidade), ferver o tachinho das agulhas e seringas, e, fazer de enfermeira (dar as injecções) a familiares, amigos e vizinhos. Esse foi o simbolismo que a identificava como “Viges a enfermeira”. A outra particularidade e virtude era a de se candidatar a cozinhar em eventos de bodas, jantares tradicionais e momentos festivos, para os mais abastados da região. Daí que os meus dotes culinários, a vocação, o gosto pela saúde e tratamentos, devem-se ao talento, aos estudos, pesquisas e práticas de uma vida ao cuidar de mim e do próximo. Faz parte também, uma linhagem genética e hereditária, dedicação, atenção e reparos constantes enquanto criança. Aprendi a cozinhar e dar injecções ainda em criança. Era na máquina a petróleo ou na lareira que se ferviam (forma de desinfecção) agulhas e seringas. Era, nas panelas de ferro, de esmalte ou na grelha em cima do tripé que se elaboravam as requintadas e apetitosas refeições, ou simplesmente, alguma torrada de pão centeio, ou o apetitoso e nutritivo caldo verde. Eram os fogões e ferramentas usuais da época em qualquer modesta aldeia portuguesa. Com ela, e com a universidade da vida, fui aperfeiçoando meus talentos culinários e medicinais, por alguns tempos de adolescente e rapaz. A pesquisa mantém-se até aos dias de hoje.

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