Marcelo Piva

Honestamente, não creio que deva haver uma biografia neste momento. Me desagrada a ideia de me apresentar desta forma: quase sentenciado à lápide.

Nasceu aqui, morreu ali e, entremeio à isso: existiu de algum jeito fantasioso e surreal...

Sou tão humanamente comum quanto qualquer outro humano.

Alguém, em algum momento, cogitará essa empreitada. Deixemos para ele o delírio desta epopéia, ou o registro de minha insanidade. Só a palavra e a possibilidade de sabê-la viva em minhas mãos --massa crua, húmus divino--  me encanta, me basta e me faz sorrir.

Só o que quero é dividir o que sinto do mundo e de mim, nesse mundo sentido. Escrevo para purgar, sublimar e traduzir o meu estranho e diverso em poesia.

Que eu consiga cruzar a linha de chegada, antes que escrevam essa biografia. Que eu já tenha terminado de dizer, de sentir e de me encantar, quando esse dia chegar.

 

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