Maria João Veiga

Desde sempre vivi rodeada de palavras, as dos outros e as minhas. Desde que me lembro que escrevo, de início para mim mesma, depois como necessidade de chegar aos outros. Inventava histórias, famílias, conversas, na minha infância de filha única, sobrinha única, neta única, o centro de muitos universos… Cresci sempre a escrever, como se fossem as palavras que me prendessem à vida. Ao mesmo tempo que escrevia, lia. Leio muito, até hoje, sempre com pilhas de livros ao meu lado, renitentes em arrumarem-se nas estantes porque deles posso precisar a qualquer momento. Também como ofício, escolhi ser advogada, usar as palavras com precisão e astúcia, prontas para abrir mentes e novos horizontes. Em determinado momento da minha vida, escolhi dar som às minhas palavras e tive a rara felicidade de poder fazer rádio, onde durante anos defendi dois programas, um sobre livros e outro sobre as palavras e a importância que elas têm na nossa vida. Ainda jovem alterei o curso solitário da minha vida ao ter seis filhas e sei hoje que nunca irei ser uma pessoa só. Agradeço por isso, à vida e a elas, que são a minha melhor obra, todos os dias.

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