Miguel Guedes de Sousa

GUEDES DE SOUSA, Miguel - Nasceu em Ferreiros de Lomba, concelho de Vinhais no dia 10 de Agosto de 1945, embora só tenha sido registado em 28 de Setembro do mesmo ano. Com o falecimento de sua mãe e com apenas cinco meses de idade, foi viver para Rebordelo deste concelho, com uma tia que o criou. Fez a 4ª classe com 9 anos e até aos 16 trabalhou no estabelecimento comercial de sua tia. Contra a vontade desta e levado pelo espírito de aventura, partiu para a Praia das Maçãs para trabalhar como empregado de balcão, emprego que conseguira através de anúncio. Terminado o período estival, foi trabalhar para Lisboa, tendo regressado a Rebordelo um ano depois. Nesse mesmo ano resolveu ir estudar para Chaves como trabalhador estudante e como aluno externo; num só ano, fez o 1º e 2º ano. Tendo nos dois anos seguintes, concluído a secção de letras e a de ciências.
Na ânsia de ir mais além, vai para o Porto com o objectivo de se licenciar em económicas e financeiras. Não pode concretizar esse desejo porque, entretanto, é chamado para cumprir o serviço militar obrigatório. Posteriormente é mobilizado para Moçambique. Já casado e com dois filhos, com um ano e cinco dias de tropa, para se furtar a essa indesejável missão, desertou clandestinamente para Paris. Nesta cidade, vivia-se ainda o rescaldo da revolução de Maio de 1968. Tendo-se inscrito e depois de fazer os exames ad hoc, entrou na Universidade parisiense e aí, concluiu em 1972, a licenciatura em psicopedagogia. Fez uma segunda licenciatura em Literatura Francesa com a nota final de 19 e 18 valores respetivamente. É ainda titular dos Altos Estudos da Sorbonne em ciências históricas e filológicas. Em Portugal, licenciou-se em filologia românica na Universidade Clássica de Lisboa.

A paixão pela arte de comunicar, sempre o fascinou. Em 1970, integra-se no Teatro Português de Paris, tendo como actor, participado na peça "Felizmente há Luar" do saudoso Sttau Monteiro. Em 1971 a convite da Televisão Francesa desempenhou um papel no filme Nusicaa da realizadora Agnès Varda no qual também participou Gerard Depardieu e entrou ainda em duas séries televisivas. Em Portugal, nesta área, fez outro papel secundário na série "O Maravilhoso Dr. Cornélios e entrou com pequenos papéis ou como simples figurante em vários filmes e séries televisivas, entre as quais Terra Mãe, Os Lobos, O Conde de Abranhos e o Julgamento dos Távora, etc. Também na Sic entrou na série o Juiz decide e na série Casos… Esteve ligado alguns anos ao Coral da R.T.P. e durante três anos pertenceu ao elenco do Teatro desta mesma instituição tendo participado em várias peças. Fundou a rádio Cacém da qual foi diretor durante mais de dois anos. Teve no ar a Televisão Regional de Sintra, emissora pirata que por força da lei apenas pode emitir cerca de três meses.

Participou em Portugal e no estrangeiro em várias acções e simpósios no âmbito da sexologia, da psiquiatria e da toxicomania. É sócio da Federação Europeia das Comunidades Terapêuticas e sócio-fundador da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. Em 1979 funda no Cacém o Externato Guedes Marluce e dois anos depois o Colégio de França do qual foi director pedagógico durante 14 anos. Com a criação dos Postos de Telescola 2999 e 3004, fica com o monopólio deste ensino naquela localidade. Para além de ter leccionado em vários estabelecimentos de ensino secundário, foi também professor na Universidade do Minho e na Universidade Clássica de Lisboa.

O seu caris filantropo, leva-o a colaborar em várias instituições de solidariedade social. Em 1989 criou a Fundação Dr. Guedes de Sousa, instituição de solidariedade social, tendo como objectivo promover e apoiar o auxílio a crianças abandonadas com vista ao seu desenvolvimento integral, ficando presidente vitalício da mesma. Foi Director Cultural da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa em 1997 e 1998 e foi presidente da mesma prestimosa Casa durante dois anos e meio. A ele se deve em grande parte a obtenção do terreno para a construção da nova sede e a alteração ao projeto inicial, a criação do Concelho Nacional das Casas Regionais, assim como o relançamento do III Congresso Transmontano. É sócio fundador número um da União dos Escritores e Artistas Transmontanos e Altodurienses – UNEARTA e foi eleito presidente desta instituição.

É referenciado no II volume do “Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses” É titular da Carteira Profissional de Jornalismo. Tem publicados poemas seus no II volume da (antologia) “Poetas de Sempre” da Editora Cidade Berço e em inúmeros jornais e revistas. É autor do livro "Rebordelo Contos e Lendas". Colaborou em várias publicações portuguesas e estrangeiras entre elas nos jornais flavienses a Voz de Chaves e Noticias de Chaves, o Mensageiro de Bragança, Negócios de Valpaços, Revista Domus, etc. Foi diretor do Jornal Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro, da Revista da Federação Portuguesa de Campismo e redator da Revista do Club Português de Autocaravas. Atualmente é diretor da Revista UNEARTA, órgão oficial da União dos Escritores e Artistas Transmontanodurienses. Na Guiné Bissau foi colaborador do jornal Nô Pintcha. O seu poema "O que é a poesia professor"?! Com o pseudónimo de Guedes Marluce, publicado no jornal "Nõ Pintcha" nº 291 em Fevereiro de 1977, valeu-lhe o 1º prémio de poesia e foi publicado na obra, "Memórias d' África e d' Oriente" da Universidade de Aveiro.

José Maria Nunes Vieira

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