Miguel Silvestre

Viu a luz a 29 de Agosto de 1971 em Setúbal… contudo todas as suas raízes apontam para o sul. Foi no calor do Algarve que despertou a sua veia poética, indo beber a inspiração na memória do seu avô paterno mas, também, na latência do sangue do lado materno. De Avô para Pai e de Pai para filho, de filho para Deus. Foram estas as suas memórias esparsas que o acompanharam até hoje… memórias de um tempo passado nos dias e noites de verão das suas intermináveis férias escolares, no remanso das noites sob o bom auspício das estrelas, da estrada de São Tiago, caçando satélites e sóis com o olhar. A palavra esparsa assume diversos significados neste livro. Os filhos (fragmentos do corpo e do espírito); as memórias passadas (…) (num puzzle que se constrói a partir das recordações juntamente com a projecção do futuro); e, finalmente, o significado de uma forma poética antiga. Este livro (o filho segundo) nasceu e cresceu exclusivamente no Algarve. Passou por Alte, Paderne, Quarteira e Loulé. A sua essência, no entanto, é campesina sendo a projecção urbana um exercício da memória e síntese imaginária do autor (esparsas da memória dos tempos em que viveu na cidade num meio urbano de cariz industrial que promovia o anonimato). Anónimo é ainda Miguel Silvestre, sendo esta obra uma nova tentativa de aproximação ao leitor com um objectivo muito específico. Dar a Miguel Silvestre a possibilidade de viver mais um tempo na memória colectiva, até que essa mesma memória o liberte, permitindo a António Dôres sobreviver ao próprio personagem que criou numa tentativa de conseguir estabilidade no meio de um turbilhão, de uma tempestade de sentimentos com a qual se debate todos os dias. Bem hajam a todos !!

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