Rui Pereira

Nasci em 1966, em Beja, mas do alentejo só tenho essas raízes, um pouco de pronuncia que os meus pais me deram como herança e uma ligação sentimental que qualquer pessoa tem das suas origens. Com quatro anos, emigrei para França e só voltei, por circunstâncias económicas, com 18 anos. Este é, sem dúvida, o verdadeiro legado que carrego em mim: personalidade, cultura, uma pronúncia e esse qualquer indefinido que nos diz que sou de lá sem o ser. Em mim, sempre tive um certo dom pelo desenho e a arte criativa que faziam a minha diferença perante os meus colegas.

Há agora quatro anos, decidi, talvez por essa necessidade quase hormonal de um reencontro, de voltar à arte. Primeiro pelo desenho, onde procurei um estilo sem lá chegar, e após isso nos poemas. Neles, as emoções e os sentidos são as minhas referências poéticas, que mostro numa forma metafórica; neles, tento agarrar a intensidade dos momentos. Tento chegar através das histórias, que todos temos na memória, a um poema que seja uma emoção vivida por cada um de nós. É esse o meu caminho, é isso o que me percorre as veias… a emoção. O sentir o que é a vida.

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