Verlokley

Em minha certidão de nascimento consta: “Cleiton de Jesus Alencar ou Cleiton Alencar de Jesus”, e um desses nomes provavelmente foi escolhido pelos meus pais biológicos. Aos dois anos, quando fui adotado em um orfanato no município de Simões Filho, meu pai de criação mudou meu nome para Kleython Souza de Assis, e me levou para o bairro de Tancredo Neves, na cidade metropolitana de Salvador. Depois de alguns anos, nos mudamos para o bairro da Mata Escura, onde vivemos até 2010, quando meu pai sofreu um acidente de carro depois de ter tido um AVC, e por consequência disso, ficou em estado de coma por uma semana, até falecer por falência múltipla dos órgãos.

 

Minha mãe de criação não conseguia ficar em nossa casa e nem fazer a manutenção da mesma, então fomos morar com minha vó no barbalho durante um ano. Quando retornamos ao nosso lar, ficamos mais unidos do que nunca, mas em 2014, depois de ter passado por seis escolas diferente antes de entrar no ensino médio, mudei radicalmente a minha personalidade, me tornado uma pessoa difícil de lidar, e isso nos distanciou muito, ao ponto de nos tornar quase desconhecidos. 

 

Quando a vida adulta chegou e as responsabilidades vieram à tona, nos reaproximamos e encontramos um suporte emocional e um laço muito mais forte. Depois de ter feito curso de técnico em segurança do trabalho, técnico em informática, e passado um ano e meio trabalhando como telemarketing, comecei a faculdade de jornalismo em 2020, mas com a chegada da pandemia, tive que novamente me readaptar a um novo estilo de vida. E nessa adaptação, escrever o livro “Overdose de vida: Delírios e alívios da quarentena” foi a forma que encontrei para manter a minha sanidade mental. 

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