De iberos nativos, invadidos por celtas e romanos,
Godos loiros e moiros pardos
Que em terras lusas deambularam
E as suas marcas gravaram por muitos anos
Na rude gente e todos, em gente rude se tornaram
Todos os que vieram e nelas ficaram
Misturados num imbróglio gentílico infernal
De lusos Cónis, e a Cónis lusos passaram
Formando a seu jeito, o luso reino de Portugal
Correram mundo na ânsia de riqueza e aventura
Não querendo só aquilo que Deus lhes deu
E por muito mais, foram à procura
Daquilo que não era seu
Descurou ingenuamente o seu canto
Para crescer num mundo de fantasia
Que viera por sina ou ironia
Fazer-lhe perder o seu encanto
Pobres Cónis, …que alto voaram outrora
E ainda contentes, tão baixo estão a cair agora
Soam a rebate, os sinos da sua triste sina
Da conisse doentia, mesquinhos, toscos e pelintras
Que nem uma “brincadeira trapalhona” os livra ou ensina
Valha-lhes um novo deus ou novos santos sagrados
Porque os velhos, de velhos estarão doentes ou já cansados.
