... Esse Ulisses que tenho (e que) não dobra meu arco de desejos, que não partiu e que segue vigilante como Argos, me sustando atos e pensamentos.
Me cobrando o que não posso pagar.
Tentando exterminar meu desejo por outrem sem satisfazer o aprisionado.
Esse Ulisses que ainda tenho e que nem mesmo consegue ser o espelho, mesmo que embaçado, de meus mais secretos e insidiosos desejos...
E essa busca, seguirá até que a ruptura, talvez calma, talvez violenta, faça sua aparição e me extinga a chumbo ou punhal ou vergonha.
