Dádivas

Luís Lobo

Luís Lobo

Creio que não mente a poesia que emana da própria vida.

Por isso, ela é dádiva como são dádivas os poemas todos

deste livro, quer para o próprio autor, quer para quem os

quiser ler, sentindo-os realmente. A voz de cada poema ora

coincide, ora não, com a do próprio autor. A poesia que escrevo

tem, pois, esta singularidade. Quando a voz da minha

poesia é a minha própria voz, é porque manifestei em verso,

em circunstâncias determinadas e precisas, muito do que é

humano na minha história. Todavia, a voz desta poesia nem

sempre é a expressão humana e transcendente da minha vida.

É, não poucas vezes, o canto da mundividência que tenho em

relação ao outro: ao próximo, conhecido ou desconhecido. O

canto daquilo que testemunho e observo no lugar da existência

que nos for comum. O canto também da missão que me

parece clara de cumprir nos meus dias.

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