E o general respondeu "Porque vocês iam aonde mais ninguém ia"

Fernando Jardim Ferreira

Fernando Jardim Ferreira

"Quando, em 1971, tirei o meu brevet de piloto no Aero Clube de Angola e recebi a minha primeira licença de voo emitida pelo Serviço de Aeronáutica Civil, não me passava pela cabeça que quatro anos depois, com vinte e dois anos, e logo no dia 10 de Novembro de 1975, estaria pela primeira vez ao comando de um Noratlas 2502 do MPLA a voar de Luanda para Ponta Ne­gra. Missão: carregar e transportar para Luanda 5,5 toneladas de foguetes de BM21, Monacaxito............(1977) A descolagem foi normal, recolhemos o trem de aterragem e logo a seguir ou­vimos o barulho de rebentamentos e de disparos ritmados de arma automática, de calibre suficientemente grande para sacu­dir um avião de vinte e quatro toneladas ao ritmo dos impactos. Um disse "fomos atingidos".........Muitas coisas se passaram ao longo dos anos. Uma vida nos aviões, aqui em Angola nosso território, na terra e no ar, na Guerra e na Paz. Nem todos so­breviveram. Tempo houve em que íamos aonde mais ninguém ia...Gostamos de pensar que foi feito tudo o que podia ser feito. Voar dá uma sensação de liberdade. É o mais importante, mas nem só de liberdade vive o Homem, como o Povo Angolano bem sabe."

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