Economia Sem Gravata

Paulo Reis Mourão

Paulo Reis Mourão

Comunicar não é destruir a mensagem do outro ou fazê-lo mais pequeno para que quem está a argumentar pareça maior. Comunicar é debater para construir. Se, no fim do debate, houver mais valor para todos – por exemplo, para a sociedade – foi um bom debate científico. Se a sociedade, no final, não progrediu, o debate não passou de uma sinfonia de surdos.

Eis algumas frases desta visão surpreendente da Economia e do Desenvolvimento Económico Português, aqui retratados pelo olhar único de Paulo Reis Mourão:

Todos nós, mais ou menos conscientemente, mesmo os que se assumem crentes de uma ou numa religião, prestam o seu maior tributo, ao longo da vida, não a Deus, mas a um deus chamado Pib, ou melhor, PIB, isto é, Produto Interno Bruto.

Como disse Santo Agostinho há 1500 anos, o homem rico não é o que muito tem mas o que menos precisa.

Por vezes, perguntam-me “Devemos ser governados pelos sábios?” E eu respondo “Obviamente que não.”

O desenvolvimento tem evidenciado um desequilíbrio territorial no nosso país – não só a ideia feita da litoralização, mas sobretudo adonutização das cidades e a siberização do interior.

Quando passeamos em Lisboa pelos cafés literários, sabemos o que é um IETI. Um IETI é um “Intelectual ou Escritor Tendencialmente do Interior”.

Os novos pobres são os pobres que ainda não sabem que o são.

O  voto swing (volátil) é cada vez mais representado por uma categoria que denominarei JULIA (Jovens Universitários Licenciados Inactivos na Autarquia). São eles cada vez mais o termóstato da real situação da economia local – um número elevado de JULIA manifesta uma realidade complexa

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