(…) da esperança no amanhã… do nunca cruzar os braços, da inquietude, dos cansaços, dos sonhos que são liberdade, da busca constante pela verdade, das memórias passadas e das alegrias presentes, dos erros cometidos, das grandes derrotas e das pequenas vitórias… todos os dias são diferentes, únicos na sua essência, nossas virtudes, nossos «pecados» reflectidos no espelho da nossa alma e projectados nos outros com quem interagimos. A vida é para ser vivida intensamente um dia de cada vez… dando espaço à própria vida… num novo corpo feito de luz e de desejo que começa num olhar, num sorriso ou num beijo, na encarnação do espírito que invade um novo ser que nasce animando-lhe a carne. Pó da terra que ao pó voltará quando terminar a sua viagem neste mundo. Nascem assim, esparsas de nós, pequenos fragmentos que crescem no interior de um ventre materno que depois dá à luz uma vida nova… para um mundo novo, para uma nova sociedade, para uma maneira diferente de se ver a si próprio e aos outros, para uma nova forma de estar nesta «(…) terra tão frágil» (como se a vida de uma melodia se tratasse sendo a música a chave para a compreensão de todo o universo). E assim «(…) o mundo pula e avança, como bola colorida, nas mãos de uma criança (…)» que espalha alegria por onde passa… nas observações mais perspicazes que de tão inocentes a todos espantam. Esparsas são… Esparsas são as minhas alegrias. Fragmentos de dois (corpo e alma) que se fundiram num só… para dar ao mundo vida nova. (…)
