Acordei vazio
Fugaz como um vento
De pedra e tormento
Desfolhei a alma
Em esventro de mim
Vi poema escrito
Com voz de granito
Num antro perdido
Nos confins do tempo
Nessa noite o céu era azul como se fosse verão, as estrelas
adornaram a imensidão em vislumbres de magia.
Alabastro empoleirou-se no muro do quintal, agarrou com firmeza o
poste que sustinha a lâmpada que luzia o canelho, e voou
espreguiçado sem destino sobre a imensidão do nordeste
transmontano.
