Errando pelo mundo com a sensação de estar perdido, o poeta tenta decifrá-lo a fim de de conservar sua integridade e sua lucidez:
"...Porque trafegar pelo mundo
é pura decifração.
E a cada passo, atento, depuro
as notas da estranha canção.
Mas, em que pese o tumulto,
parece às vezes tudo tão perfeito,
que não me resta pensar sobre o mundo
senão que não é acaso, foi feito!
E já que do mundo não me evado,
vou trilhá-lo de pauta na mão.
Pra ver com que arranjos me conserto,
ou se me concerto com a composição."
