Duas mulheres mergulhadas na eterna tentativa de compreender o incompreensível e de explicar o inexplicável debatem-se na busca insistente do sentido e da felicidade, depois de atingidas no âmago das suas certezas e de perderem o controlo daquilo que não se pode controlar.
Duas histórias diametralmente opostas que se toca em sentimentos e emoções comuns, porque ténue é o limbo que separa quem ama de quem se deixa de amar e as maiores diferenças fazem tanto mais sentido quando mais semelhantes somos em determinados momentos.
Porque todos nós representámos um e outro papel, o de bom e mau da fita, o que é magoado e o que magoa, porque não há fórmulas para sentir e o amor não é um saber de experiência feito, por muito que o tentemos entender e replicar.
E, no fundo, não há bons e maus da fita, não há culpados nem inocentes, mas sim um conjunto de personagens sem controlo nem conhecimento do palco atribulado que é o amor.
