Havesso

Maria Apolinário

Maria Apolinário

Imagine um romance em que a personagem principal, Candelária F., é uma mulher comum que se lança a escrever uma história que avança aos solavancos, intercalada com as lamúrias e caprichos da sua criadora. Para enredar essa história a nascer, surge Q’Norre Qlép’Ton, um muso irreverente, mexeriqueiro, com uma pronúncia peculiar e que mal cumpre a sua missão inspirativa.
Uma escritora lamurienta, um muso desbocado, uma narração sempre negligenciada e que toma as rédeas do seu destino e se escreve a si mesma. Tudo isto é o avesso da história e uma história do avesso. Imagine também que este romance destrambelhado tem uma banda sonora inaudível, mas que se molda aos diálogos e complementa a história...


Havesso é uma provocação, uma paródia à inspiração e ao labor da escrita mas, no final, tudo acaba quase bem… Se gosta de romances que contam histórias que respeitam a tradição literária, o melhor é não ler este livro.E não diga que não avisámos.

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