Helena, Retrato do Meu Passado

Epifânia Fonseca

Epifânia Fonseca

Finalmente, chegou o grande dia! Quer dizer, grande dia para o Zé, porque para a Helena podia ser o últi­mo da sua vida”. A Helena não teve escolha! Foi obri­gada a casar-se com o Zé, um abastado agricultor que, por sua vez, já era casado com outras duas mulheres.

Mas, em compensação, a Helena conheceu a tia Isabel, vizinha do Zé de longa data, cujo neto vi­ria a roubar o seu coração. A cumplicidade entre as duas vizinhas ganhou contornos irreversíveis. To­dos questionavam aquela relação. Embora corres­pondesse a afeição da tia Isabel, a própria Helena es­tava por descobrir a razão de ser de tanta afetividade.

A tia Isabel julgava que já tinha esquecido parte da sua vida quando a Helena apareceu para a confrontar com a realidade. A septuagenária abriu então as portas do seu coração para a sua vizinha que, de uma forma ou outra, refletia o que tinha vivido há muitos anos.

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