Filho de Namoro, Filho de Ninguém
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Filho de Namoro, Filho de Ninguém

Sinopse

Fiquei apaixonada. Não sei se fico facilmente apaixonada, diria que não. Mas, fiquei apaixonada pelas três personagens desta narrativa em dois tempos – o passado e o presente - que se entrecruzam no contador de histórias que passeia, na companhia de Igor, nas ruas iluminadas e largas da grande cidade por, inconfessadamente, querer afastar a possibilidade do regresso dos espíritos maus e das almas penadas.
É o Igor, sempre pronto a uma lambidela de ternura, que permite os comentários do contador de histórias, é a ele a quem o homem se revela – só a ele é dada a primazia de ouvir a história nunca contada.
É tudo isto (e tudo o que se depreende do que não é dito) que me faz saber que os dois meninos – o do tempo presente e o do tempo passado – foram um só em determinado momento das suas existências possivelmente, McZamir dir-me-á que não, que o seu contador de histórias não é o menino da história. Porém, o autor não pode esquecer-se de que a obra, depois da criação, tem vida própria e também eu a reclamo para mim. Agora, como leitora, posso (re)construí-la. A história desenrola-se sob o meu olhar, tomo posse das personagens e até me confundo com elas; agora sou o Igor que se prepara para saborear outra história.

Micaela Almeida Vieira

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