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Memórias de um antropólogo brasileiro em plena ditadura

Sinopse

- Ditadura vem, ditadura vai! Ditadura vai, ditadura vem! Vai e volta!

Posso dizer que golpes e ditaduras da direita são como cancros não diagnosticados que corroem as democracias burguesas, neoliberais. Ficam como serpentes venenosas a dormir. E, quando os movimentos democráticos crescem, elas se agigantam e dão o golpe. (SABARÁ p. 434).

 

 

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E a esperança?

Catequistas falando das três virtudes teologais!
Pastores pregando fé!

Padres pregando caridade!

De Jó, o justo, provastes fé, deixando o MAL tirar-lhe tudo. Mas de volta destes tudo

em dobro.

E Vosso Filho!?
À terra enviastes pra morrer de amor, mas ressuscitastes.

E eu, Senhor, crendo tanto no amor, dando tanto amor,

com tanto
amor,
porque me restou somente

a dor?

Consultei ciganas, sibilas, profetisas... Enfim,
uma chegou, sentou-se

(SABARÁ, P. 400).

 

ao lado, sussurrando ternamente:

Agora é a hora da esperança!

(SABARÁ, p. 273). 

 

 

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Aqui jazia

modesto professor de Filosofia, Antropologia, Psicologia...

Aos trinta anos
de serviço
nesta academia, condenado e cicutado, foi morto e sepultado por todos seus pares em colendas câmaras e egrégios conselhos universitários.

Não foi mestre, nem doutor, não foi chefe, nem reitor.

Não fez escola
nessa escola. Fez escola

na escola da vida.

Ao terceiro dia, surgiu dos mortos, subiu aos céus
nas benditas asas da bem merecida

aposentadoria. 

 

(SABARÁ, p. 400). 

 

 

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