O grande amor da minha morte
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O grande amor da minha morte

Sinopse

 ...e depois virando-se para o preso e colocando o isqueiro bem à frente da sua cara, gabou-se: Este foi-me oferecido por sua Excelência o Professor Salazar. Ouviu?! E esse sim. Esse é um verdadeiro português e nunca roubou nada a ninguém.

-A mim está-me a roubar a liberdade! É um ladrão!– respondeu prontamente o preso.

-O quê?!! Seu filho da puta?! O que é que você disse do Senhor Professor Salazar?? – E virando-se para o bruta montes – Ó Casimiro, manda-me este gajo pela janela fora!

O Casimiro abriu a janela, chegou-se ao preso, agarrou pelas pernas, levantou-o do chão, e mandou-o do 2º andar.

-Mas?!! Tu estás parvo, Casimiro? Tu foste mandar o gajo pela janela? Estamos no 2º andar, minha besta!

-Mau?!! Então o chefe é que mandou... – responde o outro de braços abertos e cada vez mais com cara de parvo.

-Mandei, mas era para meter medo, porra! Agarravas no gajo pelas pernas... metias medo, estás a entender?

-Desculpe, Chefe. Não volta a acontecer.

-Com esse não volta a acontecer de certeza. O gajo deve estar mais que morto.

É claro que estava morto. Foi assim que o pai do professor Morais foi empurrado desta vida, 60 anos antes do filho ter aterrado na mesa onde o Sousa Magrinho estava a ler o Jornal das Putas. Quis o destino que pai e filho tombassem de uma janela virada à morte.

...sei que o Pide Casimiro existiu mesmo. Por isso vos recomendo: - Cuidado Casimiro, cuidado Casimiro, cuidado com as imitações!É que estas estórias cruzadas não imitam a nossa vida, são as nossas vidas, escritas e descritas com fluência e um humor acre-doce, reveladores de um autor que explode de imaginação. A criatividade do Guilherme Leite, sai-lhe pelos poros, pena que não das células adiposas. Aqui estou a desejar que um dia destes, alguém o convide para emagrecer as suas ideias em favor de tantos espectadores que se deliciaram com as personagens por ele criadas na Praça da Alegria e no Portugal no Coração da RTP.

(do Prefácio de Júlio Isidro)

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