O Povo do Tejo
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O Povo do Tejo

Sinopse

Há hoje uma febre cega e oca, penitentemente à procura de cópias, estereótipos da globalização, da cultura de massas e de inteligências amestradas e formatadas que perderam o corpo humano e são comandadas por controlo remoto. Vivemos rodeados por esta espécie de delírio acéfalo, que cresce como crescem os organismos geneticamente modificados, com patentes registadas por multinacionais, que serão sempre norte-americanas, alemãs, chinesas ou japonesas, e que asfixiam o que é pequeno, diferente ou simplesmente foi feito à mão.

O Tejo tem em pleno a grandeza de ser um grande rio, o maior da Península Ibérica, mas teve acima dela o mérito de ter inspirado e respeitado muitas das singularidades, exotismos e pequenas histórias, de gentes, costumes, patrimónios ou cultos que cresceram entre os seus penhascos apertados ou nas larguezas da sua tão fértil lezíria. Sítios para pastores, maiorais, resineiros e contrabandistas, filósofos e arqueólogos utópicos, cristãos e mouros, visigodos e pagãos, hipsters também, espaços que puderam acolher um povo que soube criar o minderico, fontes lendárias, conheiras com as suas promessas de ouro, muros-apiários, gravuras milenares nos xistos, as alminhas e os cortejos religiosos e profanos que dão conta de um caráter próprio, diferente e que, apesar de tão ameaçado, quer ainda permanecer e resistir a tanta indiferença.

Rio que traz tudo o que o mundo tem e nele se projeta, soube também reter até agora o que está destinado a perder-se e parece já a poucos interessar. Um povo que quer resistir, mas já só com os últimos esforços de um perdedor. 

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