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Por Detrás do Pano

Sinopse

… A pedrada chega com os UHF e as águas revoltaram-se. De repente todos queriam ser como nós, a locomotiva de Almada.

É este o tempo de unir as pontas da história, esquivar as falsas encruzilhadas (crossroads) e chamar as coisas pelo seu nome sem pruridos ou abrangências contranatura: não sou um gajo porreiro, sou um tipo sério e sincero, como diz a canção. Não se trata de avaliar o ADN da paternidade, trata-se de reconhecer o grito firme e continuado que mexe com tudo, a diferença entre quem era e quem queria ser. Enquanto o produtor Carlos Gomes e o Valentim de Carvalho procuravam trazer Rui Veloso e a Banda Sonora para espectáculo como um todo coerente capaz de reproduzir o disco gravado, os UHF somavam palcos e conquistavam namoradas por este país fora. Sexo, Drogas & Rock and Roll. Também.

A série Filhos do Rock conseguiu despoletar uma quantidade curiosa de debates e confrontos aguerridos que as redes sociais potenciaram – provavelmente sem esta exposição teriam dado em aprazíveis conversas de café.

Erradamente, num pacote de nacional-porreirismo, a série começou por meter sem critério histórico tudo no mesmo saco e até inverteu papéis: Rui Veloso não esteve na génese do rock português, deram-lhe um cognome é certo, mas a locomotiva já ia em andamento quando o Pai nasceu; os Xutos andavam por lá mas o seu contributo fica-se pelas histórias que o tempo engrossou – de registos fonográficos nada na herança até 1982. Enquanto consultor da série fiz atempadamente os meus reparos à produção, por ser abalroado diariamente por fãs que clamavam pela verdade histórica dos personagens…

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