Lusitando ou O Canto da Leusitanea - Primeira Parte

Luís Rivera Gonçalves

Luís Rivera Gonçalves

Agora escutai, vós que tendes esta escritura aberta na mão, que para viverdes de corpo e alma a certa leitura desta narração, tereis de ver ao perto as cenas e os casos que vou contar neste meu conto, para o povo relembrar este tempo em que desperta a sempiterna aventura duma antiga nação. E é da futura nação do povo Luso Antigo que vou falar e escrever, tal como me chegou a informação que vou registar nesta escritura de recordação.
Vinde vós daí comigo ouvindo este conto de embarcar um povo inteiro na salvação, mas devo avisar o leitor: tende cuidado e atenção ao me acompanhar desde este canto primeiro, neste conto de recordação que ides ouvir ao narrador, porque à velocidade que às vezes vai o barco, o carro, ou o meu andar, não pode haver distracção, não se pode cair, nem tropeçar. Tende também cuidado em não deixar o fundo do coração estalar, ou explodir!
Mas esta história que ides ouvir não vo-la canto por míngua do bom viver, que isso é o quebranto em que a humanidade nesta era mergulhou em pranto de sofrer, submetida debaixo das trevas da escuridão dum pesado manto de remover, mas este canto, em luz como por encanto vos digo que o ides ver, como soía se dizer em toda a história ou lenda antiga onde um conto se ia beber, que esta história como ides ver, começa assim desta maneira como se vai ler.

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