Memória Perfeita do Impossível

Mariana Videira

Mariana Videira

Ao longo da linha da nossa vida vão entrando e saindo pessoas que, por algum ou por muito tempo, fazem parte dos nossos dias. E há, de facto, pessoas que nos marcam. Passam, portanto de alguma forma, a pertencer-nos, assim como nós passamos a pertencer-lhes também.

Então, como pode vir o tempo desfazer esse vínculo?

Não pode. Aquelas pessoas vão sempre pertencer-nos. Passem os anos que passarem. Independentemente da distância. Temporal. Física. O que seja. Tempo e espaço não existem naquilo que só se une pelo coração.

Podemos ter o prazer de saborear isso em reencontros inesperados, quando os corpos ainda falam a mesma língua e quando os olhares matam saudades de um tempo que passou.  Mas ficou. E marcou.

Tu serás sempre a minha memória do impossível. Até ao dia em que eu não conseguirei armazenar mais memórias.

Até ao dia em que eu própria passarei a ser apenas memória.

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