Memórias de um cão sem dono

Carlos Eduardo Novaes

Carlos Eduardo Novaes

 O motorista abriu a porta do carro e ela, muito amável bateu com a mão espalmada no banco de couro como que dizendo “senta aqui querido!”. Em seguida puxou conversa. Os humanos se dirigem a nós no seu idioma e nós temos que nos virar para entendê-los. Jamais se interessaram por aprender a latir para facilitar a comunicação. E por que não? Porque se julgam superiores, nos olham de cima, são os bambambãs, donos de nossas vidas. Nos primórdios nossos ancestrais não compreendiam uma única palavra dita pelos humanos, mas neste diabólico processo de humanização já estamos entendendo até expressões em inglês. Here! Stop! Sit!

 

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