Meus Avós e outras Ternuras

Durval Araújo de Mendonça

Durval Araújo de Mendonça

“– Voinha, qual lembrança mais antiga
Dos tempos doces de voss’infância
Guardas como se fosse uma cantiga
No coração d’infinita bonança?

– São rodinhas de dança a mais antiga
E de meus pais, a mais doce lembrança,
Pois de uma vozinha, não há quem diga
Que falta sinta feito criança.

– Conta Vovó, larga as contas do terço,
Foi Deus menino Jesus no berço.”
... E apenas ao tecer desfia a vida.

Já me conta que escrevia soneto,
Assim como eu que com afeto
Oferto este... À vozinha querida."

Este livro retribui em poesia a herança de valores deixada pelos nossos avós, tornando universal e atemporal a memória, simplicidade e afetuosidade daqueles que adoçaram nossa infância com tantos mimos. É impossível não se sentir retornando a um passado às vezes idílico, às vezes dorido. O locus da poesia de Durval é a do leito derradeiro do velho avô, a mesa à hora do café vespertino para receber a família, a calçada do lar a acolher a cadeira de balanço. Sua beleza saudosista nos leva ao abraço, ao colo, à zelosa atenção prestada pelos avós, à saudade que é sempre bem-vinda.

Sérgio Filho, professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do IFPB.

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