Estendo minha caminhada trôpega, madrugada afora, a solidão me condena, pois, mergulhei na tristeza, perdi a clara luz que brilhava em minha face. Meu amor inventado que de tempos em tempos aflora, se esvazia logo como um copo de vinho bom, se esconde nas montanhas altíssimas dos Andes bolivianos, voa com o condor para o cárcere, exilado. Aqui nas profundezas, ilhas da loucura e solidão, perco a consciência, sou puro éter ou talvez seja ectoplasma, névoa fantasmagórica. Uma alma que vaga, às vezes materializa-se, mas por um breve intervalo, até voltar à forma espectral imperceptível.
