Nestas maravilhosas e arrebatadoras histórias entramos num universo de profunda introspecção, onde a corda do violino afia também o gume da faca, onde a dor do nascimento se confunde com a mágoa fanática num continuum sofrido, que nos leva ao fundo de nós próprios. É um livro que nos obriga a reflectir na nossa condição humana de seres frágeis e finitos, repletos de subterrâneos onde habitam fantasmas a que nunca teremos acesso total. Quando terminei a leitura respirei fundo e levei a mão ao peito. Percebi que tinha embarcado numa viagem vertiginosa e magnífica, da qual jamais regressaria a mesma.
Luísa Gonçalves - Médica Psiquiatra | Escritora
Estes Contos de Duarte Marques, podem penetrar-nos e desconstruir-nos, indo tocar, e nem sempre ao de leve, nas fragilidades que há sempre em cada um de nós, em arquétipos de um inconsciente colectivo, que aparece colorido, geralmente de preto, porque a verdade é que o preto é a cor mais profunda de muitos de nós face à vida, que nos obriga a fazer escolhas, sem que haja escolhas a fazer, mas apenas estradas mais ou menos sinuosas, que nos levam a abismos que nos conduzem a outros abismos sem sabermos o porquê.
José Manuel Arrobas - Psicoterapeuta | Investigador | Escritor
