Nunca a Escola ou a Escola do Nunca

Fernando Costa

Fernando Costa

“Muitas das escolas, ainda, sobrevivem numa arqueologia educativa. A situação é agravada, porque o sistema burocratizou o seu funcionamento (vidé o que se passa com os agrupamentos), isolou os seus protagonistas (os professores), quebrou redes de informação (as escolas encontram-se à margem dos processos de formação) e construiu autonomias sem a colaboração dos docentes (é desadequado o quadro de gestão existente). Sente-se que a pirâmide está a desmoronar-se, o ânimo a exaurir-se e as mudanças a tardarem. A reconstrução da profissão docente tarda a encontrar plataformas de acção e reacção e a ilusão de vivermos numa escola inovadora, aberta e sensível é, cada vez, mais real. Afinal, a premissa de “Nunca a Escola ou a Escola do Nunca” chega-nos num sopro ténue, mas que por continuado, acreditamos ser, assustadoramente, verdade! Ao se indiferenciar o professor, correu-se o risco de se inutilizar, definitivamente, a escola”.

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